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Rondônia quer reverter demissão de médicos
parício Carvalho: saúde

Os médicos de Rondônia estão mobilizados para que o Governo do Estado resolva os problemas causados pela demissão de mais de 9 mil funcionários públicos, dos quais 164 são médicos. As dispensas foram determinadas pelo governador José de Abreu Bianco (PFL), que no mês de janeiro assinou um decreto exonerando os servidores públicos sem estabilidade sob a justificava de atender às exigências da Lei Camata. Conforme a lei, os Estados não podem gastar com o funcionalismo mais do que 60% dos recursos orçamentários transferidos pela União. Em Rondônia, esse percentual era de 85%. A Associação Médica de Rondônia (AMR),

com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), manifestou publicamente repúdio às demissões através de nota oficial, publicada no Jornal da Madeira e na Folha de Rondônia. "As unidades de atendimento do Estado, que já funcionavam em situação precária, ficaram desfalcadas de profissionais", disse Aparício Carvalho, presidente da AMR. Segundo o dirigente, os médicos que ainda estão empregados ficaram sobrecarregados, o que coloca em risco o bem-estar do profissional e da população. "O governo tem que rever as demissões, pois a saúde é um setor essencial", afirmou.
O Conselho Regional de Medicina de Rondônia, com o apoio do Conselho Federal de Medicina, também publicou nos principais jornais um comunicado, avaliando a situação como "estado de risco máximo de vida".

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