Esta pesquisa de avaliação
dos planos de saúde foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha,
em junho de 2002. Objetivo Verificar a opinião
dos médicos brasileiros sobre a atuação dos planos de saúde. Técnica Pesquisa
quantitativa com abordagem telefônica dos entrevistados, mediante aplicação de
questionário estruturado. Universo pesquisado Médicos
brasileiros cadastrados nos Conselhos Regionais de Medicina, que estejam na ativa
e que atendam a planos ou seguros de saúde. Amostra O
processo de amostragem foi realizado por sorteio aleatório dos entrevistados com
base em listagem oficial de todos os médicos registrados nos Conselhos Regionais.
Foram realizadas 2.160 entrevistas em todas as regiões do país, obedecendo a proporcionalidade
de atuação na capital e no interior. Margem de erro A
margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para
mais ou menos, considerando um nível de confiança de 95% para o total da amostra. Perfil
dos médicos pesquisados Sexo Masculino
- 66% Feminino - 34% Idade Média
de 43 anos Principais especialidades médicas Ginecologista
- 15,5% Pediatra - 13,7% Clínico geral - 9,6% Ortopedista e traumatologista
- 7,8% Cardiologista - 7,4% Oftalmologistas - 5,4% Dermatologista
- 4,4% Gastroentereologista - 3,7% Otorrinolaringologista - 3,4%
Radiologia e diagn. por imagem - 2,9% Anestesiologista - 2,8%
Avaliação geral dos planos de saúde segundo os médicos pesquisados Ruins/péssimos
- 44% Regulares - 44% Bons - 11% Ótimos - 1% De
uma escala de zero a dez, dois terços dos médicos atribuíram notas entre zero
e cinco para os planos. A nota média, entre o universo de pesquisados, foi de
4,66. Interferência dos planos de saúde na autonomia
dos médicos Intensidade da interferência
na autonomia 93% dos médicos dizem que os planos interferem em sua
autonomia Percentual de médicos que afirmaram que
os planos interferem e tipo de interferência 82,2%
- restrições a doenças preexistentes 72,2% - glosar procedimentos ou medidas
terapêuticas 69,1% - atos diagnósticos e terapêuticos mediante designação
de auditores 64% - tempo de internação de pacientes 45% - período de
internação pré-operatório Região Sudeste Rio
de Janeiro 1. Golden Cross 2. Amil 3. Geap São
Paulo 1. Amil 2. Samcil 3. Intermédica Saúde Minas
Gerais 1. Ipesemg 2. Golden Cross 3. Bradesco Saúde;
Cassi (Banco do Brasil): PM MG; Executive Med Espírito
Santo 1. Samp ; Vix Saúde; PHS 2. Geap: Golden Cross Região
Sul Rio Grande do Sul 1.
Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul 2. Golden Cross 3. Cassi
(Banco do Brasil) Paraná 1.
Amil: Golden Cross; Clinihauer 2. Unimed Curitiba; Bradesco Saúde; HSBC Saúde
Bamerindus Santa Catarina 1.
Cassi (Banco do Brasil) 2. Bradesco Saúde 3. Geap Região
Centro-Oeste Brasília 1.
Amil 2. Golden Cross 3. Blue Life; Geap Goiás 1.
Ipasgo 2. Golden Cross 3. Amil; Geap e Cassi (Banco do Brasil) Mato
Grosso do Sul 1. Cassems Região
Nordeste Bahia 1. Plan Serv
2. Geap 3. Golden Cross; Sul América Alagoas 1.
Smile; Geap Ceará 1 Hapvida
2. Geap 3. Amil; Camed (Banco do Nordeste) Paraíba 1.
Geap Pernambuco 1. Admed
2. Golden Cross 3. Geap Maranhão 1.
Long Life 2. Geap; Hapvida Rio Grande
do Norte Hapvida Região Norte Consolidada
como um todo 1. Capis Saúde 2. Geap Observações
gerais Os estados de Mato Grosso, Piauí e Sergipe não apresentaram
consistência estatística para definição precisa dos piores planos. Associação
Médica Brasileira Conselho Federal de Medicina Confederação dos Médicos
do Brasil Federação Nacional dos Médicos |