| BOLETIM Nº 34- 15 SETEMBRO 2005 AMIL
E MEDIAL, OS PRÓXIMOS ALVOS DO MOVIMENTO -
As empresas Amil e Medial Saúde serão os próximos alvos do movimento nacional
para a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos
Médicos. Esta foi a principal decisão tomada na reunião da CNI - Comissão Nacional
para Implantação da CBHPM com as Comissões Estaduais de Honorários Médicos (CEHMs),
realizada no dia 9 de setembro, em Belém (PA), que contou também com representantes
da Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional
dos Médicos. Ficou acertado que as Comissões Estaduais de Honorários terão prazo
até 3 de outubro para avaliar e organizar o movimento de paralisação. Também ficou
definida a ordem pela preferência de escolha do plano por parte das Comissões:
se possível, Amil em primeiro lugar e depois a Medial, porém, se alguma delas
estiver em processo de negociação ou mesmo finalizado acordo com qualquer dos
planos escolhidos, terá liberdade para definir outro plano, de preferência filiado
ao sistema Abramge. Até 3 de outubro, no entanto, a CNI tentará uma abertura de
negociações com o grupo Amil na busca de um acordo para os impasses regionais.
Outra decisão importante aprovada na reunião foi uma ampla mobilização no sentido
de recredenciar os profissionais que foram descredenciados pelo envolvimento no
movimento de implantação da CBHPM. Esta será uma das exigências das entidades
médicas que se encontram na reta final do processo de contratualização com Bradesco
e Sul América. Além dessas decisões, outras propostas (abaixo) foram apresentadas
– e aprovadas – objetivando criar estratégias para fortalecer o movimento nacional
de implantação. A próxima reunião da CNI com as Comissões Estaduais ficou marcada
para o dia 11 de novembro, em São Paulo. Propostas
apresentadas na reunião da CNI com as CEHMs, em Belém
- Definição de plano da Abramge como próximo alvo do movimento de implantação; -
Exigir o recredenciamento dos profissionais descredenciados por participação no
movimento de implantação da CBHPM; - Divulgar à população as razões para a
implantação da CBHPM; - As CEHMs devem estimular as singulares da Unimed a
convocarem assembléias gerais objetivando a implantação da CBHPM; - Empenho
dos CRMs em um processo educativo para o cumprimento de decisões das assembléias
promovidas pela CEHMs; - Realizar campanha nacional propositiva sobre conquistas
alcançadas com o movimento de implantação. Divulgar à população – via outdoors
ou outros meios de comunicação – o nome das empresas que valorizam o trabalho
médico; - Criação, nas respectivas Federadas, de departamento de clínicas (empresas)
para atendimento à pessoa jurídica; - Criação de uma lista de discussão (grupo)
via e-mail dos coordenadores das Comissões Estaduais e da CNI para troca de informações
de forma rápida e confidencial; - Estimular que as CEHMs criem páginas regionais
do movimento na internet; - Divulgar e disponibilizar a CBHPM em formato pdf
e em pdf para palmtop como forma de divulgação da mesma; - Estimular visitas
das CEHMs à Ordem dos Advogados (OAB) e promover encontros com magistrados e procuradores
para relacionamento e conhecimento dos mesmos sobre a CBHPM; - Criar espaço
no site da AMB para acessar os sites das Comissões Estaduais de Honorários Médicos
para acompanhamento do movimento de implantação na região.
CONTRATOS -
A exemplo da negociação com a Unidas no início do ano, a AMB, representando
as entidades médicas nacionais, chegou a um acordo com a Sul América quanto à
elaboração de um contrato consensual a ser assinado entre os médicos referenciados
e a seguradora. As negociações com o mesmo objetivo com a Bradesco Saúde também
estão bastante adiantadas, restando a definição de apenas três questões pontuais.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Técnica da Contratualização, Samir
Dahas Bittar, após a reunião realizada em 1º de setembro, na sede da AMB. Tão
logo seja homologado pelas diretorias das entidades médicas nacionais – AMB, CFM
e Fenam – o texto será amplamente divulgado à classe médica.
NOVA CBHPM - A Comissão Nacional
de Honorários Médicos e a Câmara Técnica Permanente da CBHPM divulgaram algumas
das alterações que deverão constar na nova edição da Classificação, a ser impressa
nos próximos dias. Entre as diversas distorções corrigidas, foi alterado o item
3.2 das instruções gerais, sendo que os portes das cirurgias por vídeo serão valorados
de forma individual, diferenciados dos procedimentos clássicos, segundo os critérios
de tempo, complexidade, cognição e risco envolvido. Já nas instruções específicas
da anestesiologia, os itens 11 e 14 foram excluídos e, no item 8, foi inserido
adendo referente ao auxiliar de anestesiologia em cirurgias de obesidade mórbida
e cirurgias que excedam seis horas. Também foram incluídos na CBHPM custos operacionais
em várias especialidades como endoscopia digestiva, oftalmologia e urologia.
GRUPO DE DISCUSSÕES - Começou a
funcionar no dia 12 de setembro o grupo de e-mails dos coordenadores das Comissões
Estaduais de Honorários Médicos e dos integrantes da Comissão Nacional para Implantação
da CBHPM. Visando uma comunicação mais direta e abrangente, as mensagens enviadas
por membros do grupo ao endereço cbhpm@grupos.com.br
serão recebidas por todos. "Será um precioso instrumento de comunicação e de contribuição
para o compartilhar de caminhos e soluções", avalia o coordenador da CNI, Samir
Bittar, lembrando que esta foi uma das propostas apresentadas durante a reunião
do dia 9 de setembro, em Belém (PA). MOVIMENTO
DE IMPLANTAÇÃO
Rio
Grande do Norte - A Associação Médica do Rio Grande
Norte denunciou ao Conselho Regional de Medicina, no dia 5 de setembro, os honorários
médicos pagos pela Unimed em sistema pro-rata, que desrespeitam o acordo de implantação
da CBHPM. A cooperativa paga menos de R$ 24,00 por consulta, e os valores dos
honorários correspondem à CBHPM com redutor de mais de 35%. A Comissão Estadual
de Honorários Médicos irá se reunir com os presidentes das Sociedades de Especialidade
em breve para discutir o posicionamento das entidades. Rio
de Janeiro - As entidades médicas estaduais divulgaram,
no dia 26 de agosto, os acordos sobre reajuste de honorários com a Unimed Rio,
Bradesco, Amil, Golden Cross e Caarj. A Unimed Rio implantará a CBHPM com redutor
de 20% retroativo a 1º de agosto. O valor da consulta será R$ 38,00 desde 1º de
julho. Já a seguradora Bradesco pagará, retroativo a 1º de agosto, R$ 38,00 pela
consulta de plano coletivo e R$ 33,60 de plano individual, além de reajuste de
12% sobre os valores dos procedimentos de sua tabela própria. Amil, Golden Cross
e Caarj se comprometeram a reajustar o CH para R$ 0,33. As duas primeiras também
retroativo a 1º de agosto, com a consulta a R$ 38,00. Por sua vez, a Caarj reajustará
os procedimentos a partir de 1º de outubro, sendo a consulta R$ 37,00 desde 1º
de agosto. ABC
paulista - Os médicos do ABC que responderam à pesquisa
sobre o movimento pela implantação da CBHPM foram unânimes ao afirmar que a classe
deve permanecer mobilizada. Além disso, 85% confirmaram ter obtido aumento de
honorários durante o último ano, como resultado do movimento. Desde o início de
2004, os médicos da região realizaram 19 assembléias e alcançaram reajustes por
parte de 57 operadoras de planos de saúde. Diante disso, a Comissão decidiu enviar
convocação formal às empresas para retomar as negociações. Bahia
- Em assembléia no dia 29 de agosto, os médicos baianos
decidiram manter a suspensão do atendimento às empresas de medicina de grupo Norclínicas,
Medial e Previna por todas as especialidades. Os especialistas em Hemodinâmica
e Cardiologia Intervencionista, além dos Hospitais Santa Izabel e Espanhol, também
suspenderam o atendimento à operadora Promédica. Uma nova assembléia geral está
prevista para o dia 12 de setembro. Sergipe
- A Geap está obrigada a cumprir o acordo feito entre a Sociedade Médica
de Sergipe e o grupo Unidas, que prevê a remuneração dos médicos pela CBHPM. A
decisão é Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, já que o acordo havia sido
homologado pelo Ministério Público Estadual, tendo a Geap como uma das empresas
signatárias. Todas as operadoras de autogestão filiadas à Unidas em Sergipe, com
exceção da Geap, vêm cumprindo o acordo de implantação. Mato
Grosso do Sul - De acordo com o coordenador da Comissão de Honorários,
Antônio Gentil, as entidades médicas entraram com ação de reequilíbrio econômico-financeiro,
no dia 9 de setembro, contra 20 empresas de planos de saúde: Assefaz, Bradesco,
Caixa Econômica Federal, Capesesp, Cassems, Cassi, Conab, Correios, Embrapa, Embratel,
Enersul, Fassincra, Fusex, Geap, Golden Cross, Instituto Municipal de Previdência
de Campo Grande, Plansfer, Porto Seguro, Sul América e Unibanco. O objetivo é
garantir aos médicos a correção das perdas inflacionárias dos últimos dez anos,
período em que as operadoras e seguradoras não reajustaram os honorários da classe.
A ação deve tramitar na 5ª Vara Federal do Trabalho. Edições
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