| BOLETIM Nº 32- 03 AGOSTO 2005 NOVA
COORDENAÇÃO - A CNI esteve reunida na
terça-feira, dia 2 de agosto, na sede da Associação Médica Brasileira, em São
Paulo. No encontro, o diretor de Saúde Pública da AMB, Samir Dahas Bittar, foi
apresentado como o novo coordenador da Comissão. O principal assunto do encontro
foi a medida preventiva da Secretaria de Direito Econômico a respeito da Resolução
253/04 do Conselho Regional de Minas Gerais. A CNI elaborou e já divulgou nota
esclarecendo que a decisão não compromete a luta da classe médica pela implantação
da CBHPM. Clique
aqui para conferir.
CONTRATUALIZAÇÃO -
A exemplo do trabalho já finalizado com o grupo Unidas, a Câmara Técnica
de Contratualização vem se reunindo com dirigentes da Fenaseg (Federação Nacional
das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização) para a elaboração de uma
proposta consensual de contrato entre médicos e operadoras. As duas entidades,
inclusive, já solicitaram à ANS a prorrogação do prazo final para assinatura dos
contratos, que se encerra em 14 de agosto. Segundo Samir Bittar, coordenador da
CNI e da Câmara Técnica de Contratualização, restam ainda alguns pontos importantes
a serem acordados. Ele orienta para que os médicos não assinem contratos antes
de novas orientações das entidades médicas.
NOVA EDIÇÃO DA CBHPM - O coordenador
da Câmara Técnica da CBHPM, Amilcar Giron, participou da reunião da CNI, resumindo
o trabalho de revisão que está sendo desenvolvido para a impressão da quarta edição
da CBHPM. Segundo Giron, 48 Sociedades de Especialidade foram ouvidas e suas reivindicações
atendidas pela Câmara Técnica, que no momento realiza apenas um trabalho de conferência
dos procedimentos ajustados. A previsão é de que a nova edição da CBHPM esteja
impressa até o final de agosto.
PRÓXIMA REUNIÃO - A próxima reunião
da CNI com os coordenadores das Comissões Estaduais de Honorários Médicos está
marcada para o dia 9 de setembro, na cidade de Belém (PA). Mais detalhes como
local e horário serão informados oportunamente. PL
3466 - O coordenador da CNI fez um relato sobre o andamento
do Projeto de Lei 3466/04, que referencia a CBHPM no sistema suplementar de saúde.
Segundo Bittar, o PL permanece em regime de urgência e chegou a ser colocado na
pauta para votação nas últimas semanas, não sendo apreciado novamente em função
de projetos do governo que trancaram a pauta. A CNI está em constante contato
com o relator do PL, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), acompanhando o andamento
da proposição. MOVIMENTO
DE IMPLANTAÇÃO
Uberlândia
- Desde 1º de julho a CBHPM está implantada na Unimed
Uberlândia, em Minas Gerais. A cooperativa paga R$ 37,00 pela consulta e os valores
dos procedimentos variam de acordo com redutores diferenciados para cada capítulo
da Classificação, seguindo a proposta elaborada em 2004 pelo assessor da Comissão
Nacional para Implantação da CBHPM, Rasmo Cardoso Sobrinho. Segundo o presidente
da Unimed Uberlândia, Pascoal Lorecchio, todos os redutores devem ser eliminados
no prazo de um ano, concluindo a implantação da CBHPM plena em julho de 2006.
A projeção de implantação com redutores transitórios em fases distintas permite
a adoção da CBHPM sem qualquer impacto econômico. Outras informações sobre as
formas de implantação da CBHPM na Unimed Uberlândia estão disponíveis no site
www.cbhpm.com.br. Rio
de Janeiro - Reunidos no dia 27 de julho, os médicos
decidiram suspender o atendimento por guias à Caarj e à Medial Saúde, a partir
do dia 1º de agosto. A cobrança direta aos usuários dos planos deve ser de R$
42,00 para consulta e CH de R$ 0,36. As reivindicações dos médicos continuam sendo
o reajuste de consulta para R$ 42,00 e CH 0,36, a equiparação dos valores pagos
de consultas de planos coletivos e individuais, e a implantação da CBHPM. Espírito
Santo - Os anestesiologistas suspenderam as atividades
em cinco hospitais filantrópicos e um particular que atendem pelo SUS, mas mantiveram
os atendimentos de urgência e emergência. As cirurgias eletivas foram adiadas.
A categoria quer melhor remuneração na tabela dos serviços prestados ao SUS, com
a equiparação dos valores dos procedimentos previstos na CBHPM. ABC
- A Comissão de Honorários Médicos do ABC paulista está
realizando uma pesquisa para conhecer a opinião de todos os médicos sobre o movimento
pela implantação da CBHPM. Também foi encaminhado um informativo sobre a trajetória
da mobilização nos últimos 15 meses, que alcançou reajustes por parte de 57 empresas
após a realização de 19 assembléias gerais. A Comissão de Honorários Médicos do
ABC irá acompanhar as respostas dos médicos dos municípios de Santo André, São
Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires para redefinir
as estratégias do movimento. Baixada
Santista - Em junho, os médicos consideraram a Blue Life,
Saúde Cemo, Lumina Saúde, Sevital, Centro Trasmontano, Avimed, Medial e Interclínicas
(Grupo Saúde São Paulo) os piores planos de saúde da Baixada Santista por serem
antiéticos e pagarem abaixo de R$ 25,00 a consulta. O atendimento por reembolso
às seguradoras está mantido. Mato
Grosso - Em assembléia no dia 19 de julho, os médicos
decidiram manter a suspensão do atendimento pelos consultórios e pelas cooperativas
de corpo clínico aos usuários da Unidas, Sul América, Bradesco, Golden Cross,
Amil e Sadia. Não houve acordo sobre quatro itens do contrato: cobertura dos procedimentos
da CBHPM, manutenção da rede credenciada de 1º de julho de 2004, além de multa
por glosa indevida e por atraso do pagamento. O movimento conta com boa adesão,
exceto dos radiologistas. A Comissão Estadual está organizando assembléias itinerantes
nos auditórios dos hospitais uma vez por semana. Minas
Gerais - Mais um plano decidiu implantar a CBHPM em Minas
Gerais: a Samp, que reajustou o valor da consulta para R$ 34,00 e em R$ 25,00
para consulta em ambulatório, hospital e pronto-atendimento. A visita hospitalar
será remunerada em R$ 23,00. Os demais procedimentos já devem ser cobrados de
acordo com a banda mínima da CBHPM desde 1º de julho, sem redução dos valores
já pagos. A exceção são os Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia (SADT),
uma vez que a Unidade de Custo Operacional (UCO) terá ainda seus valores negociados
separadamente. Pernambuco
- Os anestesistas que prestam serviços aos 18 mil usuários
da Master Plan Assistência à Saúde suspenderam os atendimentos eletivos, mantendo
apenas as cirurgias de emergência. A decisão foi tomada pela Cooperativa dos Anestesistas
de Pernambuco (Coopanest) porque a empresa tem uma dívida no valor de R$ 30.334,65
com os profissionais referente aos honorários dos meses de março, maio e junho.
A presidente da Coopanest, Maria Célia Costa, explica que a categoria decidiu
suspender as cirurgias eletivas porque teme ficar no prejuízo, como ocorreu com
a Admed, em processo de liquidação extrajudicial. Roraima
- Desde que os médicos de Roraima decidiram exigir de
todas as operadoras a implantação da CBHPM sem redutores, foram fechados acordos
com 14 planos de saúde: Aspeb, Petrobras Distribuidora S. A., Golden Cross, Passaporte
Convênios Médicos, Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter),
Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer), Assefaz, Fusex, Serviço de Assistência
Social da Polícia Militar, Sindicato dos Policiais, Bovesa, Sesi-RR, Boa Vista
Energia e Unimed Boa Vista. Planilhas
de cálculos - Estão disponíveis no site www.cbhpm.com.br
137 planilhas com diferentes cálculos para a implantação gradual da Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) em 63 planos de saúde.
As propostas, que contêm deflatores temporários em três fases até a adoção completa
da Classificação, foram elaboradas pelo assessor da CNI, Rasmo Cardoso Sobrinho.
Segundo o assessor, foram efetuados mais de 17 mil downloads do arquivo no site.
"Nossa idéia é facilitar a negociação entre os médicos e as operadoras, provando
que é possível diluir o impacto financeiro", afirma Cardoso. Outras informações
pelo telefone (34) 3236-4931 ou mobilizacao@cbhpm.com.br. Edições
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CFM nº 1.673/03 |