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BOLETIM Nº 29 - 15 ABRIL 2005
CONTRATUALIZAÇÃO
- O contrato consensual
entre a AMB e a Unidas encontra-se disponível no site da AMB (www.amb.org.br),
restando apenas dois pontos de discordância. O primeiro diz respeito
ao limite de cobertura dos novos procedimentos, pois nem todas as
operadoras da Unidas aceitam incluir os procedimentos da CBHPM que
não estão no rol da ANS. O outro se refere ao índice de reajuste,
sendo que a proposta dos médicos é estabelecer um índice nos contratos
a ser aplicado dentro de 12 meses, mas a Unidas prefere definir
esse índice ao final do período. Dessa forma, a CNI recomenda às
Comissões Estaduais de Honorários Médicos e às superintendências
estaduais e entidades filiadas à Unidas que negociem regionalmente
os dois pontos de discordância. Confira
o contrato aprovado pelas entidades. Contrato semelhante
deverá ser acordado com a Fenaseg. A CNI ressalta ainda que o prazo
para a assinatura de contratos foi prorrogado até 14
de AGOSTO não existindo obrigatoriedade de assinatura
de contrato antes deste prazo.
FENASEG -
A Câmara Técnica da Contratualização e a Federação Nacional
das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg) agendaram
para o dia 20 de abril, a partir das 14h, a primeira reunião para
discutir uma proposta consensual de contrato de prestação de serviços,
a exemplo do trabalho que foi realizado em relação à Unidas. O primeiro
encontro com a Fenaseg será realizado na sede da Associação Médica
Brasileira, em São Paulo.
AÇÕES JURÍDICAS -
Em assembléia realizada no dia 9 de abril, a Associação Paulista
de Medicina decidiu entrar com a ação de reequilíbrio econômico-financeiro
contra seguradoras e planos de saúde. No momento o jurídico da entidade
finaliza a documentação para o ingresso da referida ação. Desta
forma, São Paulo alia-se aos Estados de Sergipe e Minas Gerais,
que também já ingressaram com ações.
DECISÕES CNI/CEHMs -
Na última reunião entre a CNI e as Comissões Estaduais de Honorários
Médicos (CEHMs), realizada no dia 8 de abril, em Maceió, ficou decidido
que as Comissões Estaduais de Honorários que fecharam acordos com
a Unidas devem convocar as Sociedades de Especialidade que não estão
cumprindo acordos assinados para que passem a honrá-los. Deliberou-se
ainda solicitar às Comissões Estaduais de Honorários que evitem
prerrogativas às Sociedades de Especialidade para que negociem acordos
de forma isolada das definidas e acordadas pelas CEHMs.
UNIMED
- Na mesma reunião, ficou aprovada a realização
de uma reunião entre o presidente da CNI e os presidentes da Unimed
do Brasil e Aliança Unimed para ouvir o real posicionamento das
respectivas direções quanto ao processo de implantação da CBHPM.
Decidiu-se ainda realizar ampla mobilização dos cooperados das Unimeds
com número superior a 70 mil usuários na luta pela implantação da
CBHPM. Outras decisões da reunião serão avaliadas após o encontro
com os presidentes das referidas Unimeds.
REUNIÃO
CNI E UNIMED DO BRASIL - Cumprindo a decisão
da última reunião da CNI, realizada em Maceió, o coordenador da
Comissão, Lincoln Freire, esteve reunido nesta quarta-feira (13/4/2005)
com o presidente da Unimed do Brasil, Celso Barros, com o objetivo
de discutir a implantação da CBHPM no sistema cooperativista. "Encontramos
algumas dificuldades e dispendemos um tempo precioso para realizar
a compatibilização de etapas como de/para e também em relação à
codificação. No entanto, o trabalho foi concluído e agora, no mês
de maio, iremos submetê-lo à aprovação do Conselho Confederativo",
explica Celso Barros, presidente da Unimed do Brasil. Barros afirmou
ainda que depois disso, será definida a data para a implantação
da CBHPM no sistema de intercâmbio. Lincoln Freire formalizou um
convite ao presidente da Unimed do Brasil para que participe da
próxima reunião da CNI, dia 26 de abril. A CNI também agendará reunião
com o presidente da Aliança Nacional Unimed, José Abel Alcanfor
Ximenes.
MOVIMENTO
DE IMPLANTAÇÃO
PARANÁ
- Depois de um ano de negociações, a Comissão
Estadual de Honorários Médicos firmou acordo de implantação da CBHPM
com as 19 operadoras da Unidas. O valor da consulta, atualmente
R$ 35,70, passará a R$ 37,80 em julho e a R$ 42,00 em janeiro de
2006. Já os valores dos portes estão sendo implantados com redutor
de 20%; a UCO com banda de menos 30%; e os valores de SADT com redutor
de 20% quando houver ato médico envolvido e de 25% quando não houver.
Nem todas as autogestões terão condições de seguir este cronograma.
Outras informações no site da Associação Médica do Paraná (www.amp.org.br).
MATO
GROSSO DO SUL - Na assembléia em 31 de
março, com a participação do presidente da CNI, Lincoln Freire,
a Comissão Estadual informou que a Caixa de Assistência dos Servidores
do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) está implantando os valores
da CBHPM com redutor de 20%, à exceção do SADT. Os médicos deliberaram
por negociar com base nos valores intermediários da CBHPM, ou seja,
sem redutores. Apenas para a Cassems e para o Instituto Municipal
de Previdência de Campo Grande será aceito o redutor de 20%. A assembléia
aprovou que seja encaminhado à diretoria nacional da Unidas um pedido
de intermediação nas negociações. Por unanimidade, os médicos decidiram
ingressar com a ação judicial de reequilíbrio econômico-financeiro,
pedindo a reposição das perdas inflacionárias dos valores dos honorários
entre os anos de 1996 e 2005.
RORAIMA
- O Serviço de Assistência Social da Polícia
Militar de Roraima irá adotar a CBHPM em sua forma plena, sem redutor,
a partir desta quinta-feira (14 de abril). Em carta ao coordenador
da Comissão Estadual de Honorários Médicos, Marcos Albuquerque,
o diretor geral do SAS/PM, major Nelson de Deus Silva, afirma que
a decisão é um "reconhecimento do movimento médico" e que a CBHPM
é a "forma de remuneração digna e justa da classe médica". Na terça-feira,
o Fundo de Saúde do Exército também havia informado a Comissão Estadual
sobre a implantação da CBHPM plena a partir de 25 de abril. O objetivo
dos profissionais é que todas as operadoras de planos de saúde atuantes
no Estado adotem a CBHPM sem redutores. Uma nova assembléia geral
da categoria está prevista para a segunda-feira (18 de abril).
GOIÁS
- A Unidas reajustou os honorários médicos
em 11,91% retroativo a 1º de março. Com isso, o CH passou a 0,3357
e o preço da consulta a R$ 36,93. O reajuste foi aceito, em 28 de
março, mediante o compromisso de implantação da CBHPM sem redutores
em julho deste ano. O atendimento continua somente pelo sistema
de reembolso às seguradoras, cobrando R$ 50,40 pela consulta e os
demais valores da CBHPM na banda máxima de 20%.
PIAUÍ
- Reunidos em assembléia no dia 4 de abril,
os médicos deliberaram por ações judiciais contra as empresas de
medicina de grupo Hapvida, Medplan e Amil, além de algumas operadoras
de autogestão, exigindo o cumprimento dos acordos de implantação
da CBHPM assinados no Ministério Público Estadual. A Intermédica,
que havia sofrido descredenciamento em massa, afirmou que assinará
um Termo de Ajuste de Conduta se comprometendo a implantar a CBHPM
em 120 dias. Os médicos só voltarão a atender os pacientes da operadora
depois que o acordo for assinado. Os usuários de Sul América, Bradesco,
Golden Cross e Fusex estão sendo atendidos de forma particular,
com base nos valores da CBHPM.
MINAS
GERAIS - Foi agendada uma assembléia geral
para o dia 27 de abril, às 19h30, na sede da Associação Médica de
Minas Gerais, quando serão debatidos os acordos entre as operadoras
de planos de saúde e a Comissão Estadual de Honorários Médicos firmados
após a última assembléia, em 29 de novembro. Também integram a pauta
a atualização dos contratos com as operadoras, os problemas no cumprimento
de alguns acordos já em vigor e a questão do atendimento por reembolso
aos usuários dos seguros de saúde.
SÃO
JOSÉ DOS CAMPOS - Em assembléia no dia
30 de março, os médicos de São José dos Campos, no Vale do Paraíba,
São Paulo, decidiram continuar negociando a implantação da CBHPM
com os planos locais até 5 de maio, quando será realizada uma nova
assembléia da categoria. Caso não haja avanços nas negociações,
os médicos irão deliberar por uma ação judicial de reequilíbrio
econômico-financeiro contra essas operadoras, com o objetivo de
repor as perdas financeiras sofridas nos últimos dez anos. O grupo
Unidas havia assumido a implantação da CBHPM com redutor de 20%,
mas algumas empresas ainda não estão cumprindo o acordo.
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