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BOLETIM Nº 18 - 29 OUTUBRO
2004
UNIMED
DE UBERLÂNDIA - Em assembléia que reuniu mais
de 450 médicos, além das lideranças médicas nacionais, como os presidentes
da AMB e do CFM, o diretor- presidente da Unimed Uberlândia, William
Manoel Cecílio, se comprometeu a fazer uma retratação ponto por
ponto, desqualificando todas as denúncias realizadas por sua singular
contra o movimento médico pela implantação da CBHPM. Além da retratação,
o presidente da Unimed Uberlândia assinou um termo de acordo, juntamente
com o presidente da Sociedade Médica de Uberlândia, Pascoal Lorecchio,
e com o delegado do CRM-MG, Melicégenes Ambrósio, pelo qual a cooperativa
se compromete a adotar a "CBHPM, com seu rol completo de procedimentos
e codificação, como único padrão de remuneração do trabalho médico
realizado pelos cooperados, a partir de 1º de janeiro de 2005".
Segundo o acordo, a implantação seguirá a proposta elaborada pela
comissão mista composta por representantes da cooperativa e da Sociedade
Médica, baseada no estudo desenvolvido pelo assessor da Comissão
Nacional para Implantação da CBHPM, Rasmo Sobrinho, disponível no
site www.cbhpm.com.br, que prevê uma implantação gradual, com bandas
diferenciadas, diluindo o impacto financeiro até a adoção da CBHPM
plena em dezembro de 2005.
UNIDAS MT – Em assembléia
no dia 28 de outubro, os médicos de Mato Grosso aceitaram, por maioria,
a proposta da Unidas (Cassi, Geap, entre outras) de reajustar o
valor da consulta para R$ 33,60 e os procedimentos em 12,5% retroativo
a 1º de setembro e implantar a CBHPM com redutor de 20% para os
procedimentos e 25% para a UCO em 1º de janeiro de 2005. O acordo
também prevê renegociação dos honorários em julho de 2005. No entanto,
também por decisão da assembléia, o atendimento aos usuários do
grupo Unidas, suspenso desde 18 de outubro, só será normalizado
quando forem assinados os contratos de prestação de serviço entre
os médicos e as empresas, contemplando os valores acertados e a
adoção da Classificação. Não houve avanço nas negociações com as
outras empresas de planos de saúde como Amil, Bradesco e Sul América,
e a suspensão do atendimento, também iniciada em 18 de outubro,
está mantida.
ESPECIALIDADES – Em Londrina, cidade de 500 mil
habitantes no norte do Paraná, há uma forte mobilização da classe
médica pela implantação CBHPM na banda máxima de 20%. A estratégia
é a adesão ao movimento por especialidades: mais de dez delas atendem
somente pelo sistema de reembolso aos usuários das seguradoras,
de várias empresas de medicina de grupo e de autogestão. Representando
150 mil usuários, a Unimed Londrina assumiu o compromisso de implantar
a CBHPM em janeiro de 2005. Uma comissão, formada por seis representantes
de cada setor da Unimed, um do Conselho Regional de Medicina e dois
da Associação Médica de Londrina, está concluindo os estudos sobre
a implantação.
MEDICINA DE GRUPO – No dia 26 de outubro, três
empresas de medicina de grupo - SMS, Plamed, Golden Cross - assinaram
o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) no Ministério Público do Espírito
Santo. Antes, Blue Life, São Bernardo Saúde, Samp e Vita Saúde já
haviam assinado. O TAC prevê o reajuste do valor da consulta para
R$ 35,00 até 31 de janeiro de 2005 em caráter emergencial; apresentação
de propostas de implantação e operacionalização da CBHPM para consultas
e procedimentos até o dia 31 de dezembro deste ano; e para o Serviço
Auxiliar de Diagnóstico e Tratamento (SADT) até 31 de março de 2005.
BAHIA – Médicos baianos aprovaram as propostas
da Petrobras e da Geap de implantar a CBHPM: a Petrobras, que já
paga R$ 33,60 pela consulta, passará a adotá-la em 1º de dezembro
com redutor de 13% para procedimentos e 18% para laboratórios e
clínicas radiológicas. A partir de março, o valor da consulta será
de R$ 42,00 para sete especialidades que não realizam procedimentos,
como pediatria, urologia e infectologia. A Geap implantará a CBHPM
com redutor de 20% em 1º de março de 2005.
RORAIMA – Por decisão da assembléia de 26 de outubro,
as empresas de medicina de grupo e as seguradoras terão 15 dias
para se posicionar sobre a implantação da CBHPM. Na próxima assembléia,
prevista para o dia 11 de novembro, serão avaliadas as respostas
para decidir as estratégias do movimento. Também será exigido um
posicionamento da Unidas. Os cooperados da Unimed, que concentra
70% do mercado em Roraima, devem realizar uma assembléia até o fim
do ano para decidir sobre a implantação da CBHPM já em janeiro.
Desde 1º de outubro, a cooperativa paga R$ 33,60 pela consulta,
mas os médicos exigem R$ 42,00.
DESCREDENCIAMENTO – Reunidos em assembléia em
19 de outubro, os médicos cearenses decidiram voltar a atender somente
pelo sistema de reembolso aos usuários de Sul América, Bradesco,
Amil, Norclínicas e Gamec, cobrando os valores da CBHPM. Além disso,
será iniciado o descredenciamento escalonado por especialidades
de todos os médicos que atendem a essas empresas. A trégua solicitada
pelo Programa Estadual de Defesa do Consumidor (Decon) durou 40
dias, mas as cinco empresas não apresentaram propostas satisfatórias.
SERVIÇO 0800 NACIONAL – Na período de 11 a 22
de outubro, o serviço de atendimento aos médicos e usuários de planos
de saúde, coordenado pelo Conselho Regional de Medicina de Minas
Gerais, recebeu 363 ligações. Foram recebidas duas denúncias contra
operadoras de planos de saúde e sete contra médicos que não cumprem
decisões das assembléias. As reclamações partiram de Minas (8) e
São Paulo (1). Mau atendimento e descumprimento do acordo com os
médicos foram as queixas contra as empresas. As outras chamadas
referiam-se a pedidos de informação, com destaque para descredenciamento
dos planos e seguradoras (88), suspensão do atendimento (87), decisões
das últimas assembléias (69), renovação de contrato (23) e sistema
de reembolso (23). Desde 25 de junho, quando começou a funcionar,
o serviço já registrou 6.545 ligações. O atendimento está disponível
para médicos e pacientes de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h,
pelo telefone 0800-887-7700.
PRÓXIMAS
ASSEMBLÉIAS – Ceará e Maranhão (3/11);
Rio Grande do Norte (8/11); Sorocaba-SP (9/11); ABC-SP (10/11);
Roraima (11/11); Sergipe (20/11); Osasco-SP e Mogi das Cruzes-SP
(22/11); Suzano-SP e Guarulhos-SP (25/11); São Paulo-capital e São
José dos Campos-SP (30/11); e Indaiatuba-SP (1/12).
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CFM nº 1.673/03
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