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Respostas da Comissão Nacional de Honorários Médicos às perguntas mais freqüentes envolvendo a CBHPM, separadas por temas. Envie suas dúvidas para cbhpm@amb.org.br.

Anestesiologia

Quais são os critérios utilizados para os agrupamentos dos portes anestésicos?

Os portes da CBHPM foram definidos em trabalho realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contou com a colaboração de um grupo representativo de médicos de diversas especialidades. O trabalho se desdobrou em três etapas.

Etapa 1: Construção da escala de equivalência dos atos médicos. Esta etapa se concentrou no conteúdo dos procedimentos médicos, com o objetivo de hierarquizá-los em uma escala de equivalência, envolvendo os seguintes passos:

a) Definição de lista de dimensões associadas aos atos médicos. O ato médico envolve alguns requisitos como complexidade, risco, experiência, responsabilidade, treinamento, qualificação, etc. Estes requisitos constituem as dimensões do ato médico.

b) Definição sobre a importância relativa de cada uma das dimensões, realizada por médicos sob a coordenação da equipe técnica da Fipe.

c) Definição da intensidade de cada dimensão em cada um dos atos médicos. Nesta etapa, grupos médicos indicados por todas as Sociedades de Especialidade responderam a questionários padronizados, nos quais indicaram quanto cada dimensão é necessária em cada ato médico.

d) Hierarquia dos atos médicos. Ao final destes três passos, foi produzida uma escala que deve refletir uma hierarquia técnica de todos os atos médicos. Em princípio, a todos os atos médicos estará associada uma pontuação obtida com os procedimentos acima descritos.

Etapa 2: Comparação com o mercado. Nesta etapa, foi feita uma comparação da escala de equivalência com a escala de preços do mercado. Este teste consistiu nos seguintes passos:

a) Escolha dos atos-âncora. Cada Sociedade de Especialidade escolheu os respectivos atos médicos típicos, considerados como âncoras da escala de equivalência. Em princípio, foram escolhidos os atos de maior freqüência e/ou de maior representatividade, numa quantidade não superior a cinco para cada especialidade.

b) Pesquisa de preços. A Fipe realizou pesquisa de abrangência nacional para conhecer os preços cobrados pelos médicos ao praticarem os atos considerados âncora.

c) Correção de distorções. A comparação da escala de equivalência com a escala de preços de mercado oferece as bases para eventuais correções na primeira.

Etapa 3: Correspondência entre pontos e reais. Uma vez construída a escala de equivalência e feitas as eventuais correções, o próximo passo foi estabelecer o valor em reais de um ponto. Há também uma escala para portes anestésicos diferente da escala anterior. O princípio da classificação e hierarquização dos procedimentos de anestesia é o mesmo, respeitados os distintos atributos do trabalho profissional. Para tanto, foram definidos oito portes anestésicos que são indicados pela sigla "AN".

Em procedimento cirúrgico "A", com porte anestésico 2, mais procedimento cirúrgico "B", com porte anestésico zero, realizados no mesmo ato, em criança de 5 anos, o hospital prestador cobrou o porte anestésico do primeiro e do segundo ato. Está correto?

No exemplo, cobra-se o primeiro ato cirúrgico pelo porte AN 2A e o segundo pelo porte AN 3, observando o disposto nos itens 4, 5 e 6 das instruções gerais específicas da Anestesiologia da CBHPM. A cobrança do porte AN 3 do segundo ato cirúrgico justifica o disposto no referido item 4, pois o anestesiologista, cujo concurso é necessário no primeiro ato, deu seqüência à anestesia no segundo. Além do que, agindo dessa forma correta e coerente, o aspecto ético fica contemplado.

Cirurgia Torácica

Como devem ser remuneradas a toracostomia com drenagem fechada (3.08.04.13-2) e a retirada de dreno tubular torácico (3.08.04.11-6)?

Esses procedimentos, quando realizados por incisões adicionais, já vem sendo remunerados de forma independente, mesmo quando realizados concomitantemente a outros procedimentos operatórios.

A toracostomia com drenagem fechada é um procedimento autônomo que pode ou não estar associado a outros procedimentos da especialidade, na dependência dos achados perioperatórios.

A toracostomia com drenagem requer cuidados especializados, que aumentam significativamente a demanda de trabalho e tempo do cirurgião torácico.

Diante da fisiologia da drenagem de tórax, é imperativo que a manutenção e retirada do dreno sejam decididas e efetuadas pelo cirurgião torácico.

Sendo assim, esses procedimentos devem ser remunerados de forma independente, mesmo quando realizados concomitantemente a outros procedimentos operatórios.

Confira a Resolução da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica sobre o assunto.

Consulta mais exames complementares

Como cobrar a consulta neurológica infantil seguida de exames complementares que fazem parte do exame neurológico completo: avaliação de força, acuidade visual, avaliação de pares cranianos, etc?

As consultas médicas, codificadas no capítulo 1 da CBHPM, são universais (contemplam todas as especialidades) e devem ser cobradas sempre que realizadas. Quanto aos exames complementares, solicitados para conclusão diagnóstica (ultra-som, tomografia, avaliação muscular, etc), em determinadas situações é exigida autorização prévia da operadora de saúde.

Radiologia

Os honorários médicos do exame radiológico devem ser pagos pelo convênio no caso de o exame ser realizado na urgência? Sabemos que o exame é analisado pelo plantonista, não gerando um laudo e sim uma anotação diagnóstica na ficha de atendimento. Algumas operadoras alegam que só é devido o valor dos insumos.

Devido ao caráter de urgência, é permissível que o laudo seja escrito na evolução clínica do paciente. Assim, é correto que tanto o laudo definitivo (impresso) como as imagens constem no prontuário para contabilidade.

Ultra-sonografia

O exame ultra-som endoanal está codificado na CBHPM?

Não. Segundo o item 7.4 das instruções gerais da CBHPM, "a introdução de novos procedimentos nesta Classificação deverá passar por aprovação prévia da Câmara Técnica Permanente da CBHPM, coordenada pela Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Sociedades Brasileiras de Especialidade. À Comissão Nacional de Honorários Médicos caberá estabelecer hierarquia e valoração dos novos procedimentos. Contudo, procedimentos de tecnologia recente que estejam sendo introduzidos na prática médica, mas ainda não codificados na presente Classificação, embora reconhecidos, podem ser negociados diretamente entre as partes interessadas (prestadores e contratantes de serviços médicos)".



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