A idéia de elaborar uma lista referencial de procedimentos médicos tecnicamente correta, equânime, com metodologia de instituições econômicas experientes, com a chancela das três entidades médicas nacionais - AMB, CFM e Fenam - e ênfase no ato médico surgiu em março de 2000, durante Planejamento Estratégico da AMB. A partir daí, foi instalada a Comissão de Metodologia, grupo formado por representantes da AMB, CFM, Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo) e das Sociedades de Especialidade. A Comissão Nacional de Honorários Médicos também passou a integrar o trabalho, porém com atuação estritamente técnica.
O projeto foi desenvolvido em três etapas: na primeira, a Fipe classificou e hierarquizou os valores dos honorários médicos; na segunda, foram valorados SADT e, na terceira, elaborado um levantamento entre três mil profissionais sobre o valor da consulta médica. Em relação aos honorários, foram promovidas reuniões com todas as Especialidades no sentido de classificar os procedimentos. Para a hierarquização dos custos envolvendo SADT, foram considerados os custos fixos, de equipamento e pessoal técnico e também de insumos. Após o confronto dos itens entre as áreas clínica, cirúrgica e de SADT, concluiu-se que no ato médico o tempo deveria ser considerado o fator mais importante, porém os demais atributos, como qualificação do profissional, complexidade, insalubridade, etc também foram levados em consideração.
Em reunião realizada no dia 17 de outubro de 2002, em São Paulo, a AMB apresentou ao Conselho Científico, que aprovou por unanimidade, uma nova metodologia a ser empregada na elaboração da Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos: a separação dos mais de 5 mil procedimentos em 14 portes subdivididos em níveis A, B e C, totalizando 42 portes.
A nova metodologia também agrupou todos os procedimentos em quatro blocos: procedimentos ambulatoriais, hospitalares, cirúrgicos e SADT. Em relação a este último, o custo operacional foi desvinculado do procedimento. Após a finalização do trabalho por parte da Fipe, foi entregue às Especialidades para avaliação dos seus procedimentos e avaliação dos relacionados às demais Sociedades. Com essa nova metodologia, a AMB buscou eliminar possíveis distorções e garantir maior flexibilização na época de sua implantação.
Ao mesmo tempo, a AMB colocou o trabalho em consulta pública na internet e encaminhou a CBHPM a todos os segmentos da sociedade diretamente envolvidos no processo: operadoras de saúde, órgãos de defesa do consumidor, Agência Nacional de Saúde Suplementar, Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A etapa seguinte e final foi a apresentação para as áreas conselhal e sindical, durante o Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), realizado em maio de 2003, em Brasília, para discussão específica sobre os valores a serem determinados e a definição de estratégias para a implantação do trabalho. Ali foi anunciada a edição de uma resolução normativa do CFM, tornando-a referencial ético para a remuneração de honorários médicos - resolução essa publicada em 7 de agosto de 2003, sob o nº 1.673/2003. O lançamento oficial da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos ocorreu em Vitória, no Espírito Santo, no dia 15 de julho de 2003.

CRONOGRAMA

Março 2000
A idéia começa a ser discutida durante Planejamento Estratégico da AMB.

Março 2000
A FIPE - Fundação Instituto Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo é contratada para aplicação de metodologia econômica.

Maio 2003
- Apresentação para as áreas conselhal e sindical, durante o Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), em Brasília, para discussão específica sobre os valores a serem determinados e a definição de estratégias para a implantação do trabalho.
- Anunciada a edição de uma resolução normativa do CFM, tornando-a referencial ético para a remuneração de honorários médicos - resolução essa publicada em 7 de agosto de 2003, sob o nº 1.673/2003.

Julho 2003
Lançamento oficial da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos em Vitória, no Espírito Santo, no dia 15 de julho.

Maio de 2004
Apresentada pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) como Projeto de Lei (PL 3466/2004)

Junho 2004
Mil médicos trajando aventais brancos provocaram o chamado "jalecaço", lotando o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos deputados, em enorme mobilização pela aprovação do PL 3466.

Julho 2004
A AMB lança a 3ª edição da CBHPM.

Dezembro 2004
Aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família

Agosto 2005
Aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio

Setembro 2005
É lançada a 4ª edição da CBHPM

Outubro 2005
Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Maio de 2007
APROVADO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no dia 31

Junho 2007
- Protocolada no Senado como Projeto de Lei (PLC nº 39/2007) com duas emendas em relação ao texto original:
1) "Rol de procedimentos e eventos médicos" passou para "rol de procedimentos e serviços médicos
2) O rol de procedimentos e serviços médicos tomará como referência a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos editada pela AMB, mediante consenso da Câmara Técnica da ANS, que arbitrará polêmicas
- No dia 14 é encaminhada para a Comissão de Assuntos Sociais, onde é definido o seu relator, o senador Sergio Guerra (PSDB-PE). No dia 23, por requerimento do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), é solicitado que seja ouvida também a Comissão de Assuntos Econômicos.
- Começam os trabalhos do grupo COPISS-Terminologia (Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar), responsável por compatibilizar a codificação e nomenclatura entre o rol de cobertura mínima da ANS e a CBHPM, a fim de usar a Classificação como referência para a TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar). O intuito do trabalho é criar de uma lista única de terminologia em saúde suplementar, independente do rol de cobertura mínima, que contemple todos os procedimentos médicos avalizados pela CBHPM.

Novembro 2007
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Aloizio Mercadante, designa o senador Sérgio Guerra como relator da matéria.

Janeiro 2008
O grupo COPISS-Terminologia finaliza o processo de cotejo e a terminologia da CBHPM fica pronta para ser utilizada na TISS.

Fevereiro 2008
Os componentes do COPISS-Terminologia recomeçam a comparar e a analisar os procedimentos existentes na CBHPM e no novo rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que ficou em consulta pública durante 2007.

Maio 2008
A AMB, na figura de Amilcar Giron, apresentou durante reunião do COPISS-Coordenador, no Rio de Janeiro, a versão definitiva da lista unificada de procedimentos médicos, que usa a terminologia da CBHPM como referência. O levantamento comparativo mostrou que o rol de cobertura mínima da ANS possui 2.981 procedimentos, enquanto a CBHPM tem 4.197. A lista unificada com todos os procedimentos relacionados ficou com 3.613 procedimentos. As empresas tem até o dia 1º de janeiro de 2009 para se adequar.

Julho 2008
A AMB divulga comunicado oficial que trata do lançamento da 5ª edição da CBHPM, que incorpora o novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS (Resolução Normativa nº 167) e as alterações aprovadas em reuniões da Câmara Técnica Permanente da CBHPM.

Setembro 2008
ANS publica Instrução Normativa nº 30, de 09/09/2008, que determina que as operadoras de planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde deverão obrigatoriamente adotar a TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar).

Outubro 2008
- Em reunião do COPISS Coordenador, foi reafirmado que a TUSS tem como base o sistema de códigos da CBHPM.
- A Câmara Técnica da CBHPM aprovou documento que atribui à AMB a responsabilidade por manter e atualizar a TUSS, no que concerne a procedimentos médicos.
- É lançada 5ª edição da CBHPM